07/10/2009

Juramento de Pitágoras

Juramento de Pitágoras

Everaldo Lins de Santana (professor de filosofia)


“Juro por aquele que à nossa alma confiou o quaternário, origem da natureza eterna”
(Pitágoras)

A reverência por algo ou por alguém que nos proporcionou uma compreensão do mundo é uma expressão reveladora do reconhecimento de que esse alguém ou esse algo assumiu uma importância, um tal sentido em nossas vidas de tal maneira que há uma necessidade de expor, de comunicar essa importância. E uma forma de torná-la patente consiste em jurar em nome daquele que o bem nos fez. Foi essa a atitude de Pitágoras.
Jurar, para os gregos, significava não sair dos limites, esse verbo, em grego, vem de “órkos” cujo sentido é recinto, cerca, limite, determinação. Jurar, portanto, é se colocar no recinto dos deuses. Entenda-se recinto como preceitos que os deuses nos propõem, e nós aceitamos como coerentes, prudentes e os seguimos fielmente. Ultrapassar esses limites é ruim para nós.
O quaternário, figura geométrica, foi o elemento fundamental para Pitágoras, e pelo qual ele compreenderia todas as coisas de que são feitas o mundo, o universo. Nós também precisamos de “quaternário”. Ele pode ser um amigo, uma palavra, um gesto, um carinho, o ato de ouvir. Quaternário é tudo aquilo ou aquele que nos faz entender as coisas, os outros, as pessoas ou a nós mesmos.
De fato, o quaternário foi o meio pelo qual Pitágoras expressou seu juramento por aquele que lhe depositou confiança. Todos nós deveríamos encontrar meios pelos quais pudéssemos também expressar nosso juramento como uma forma de reconhecimento de nossa humildade e fragilidade.

05/04/2009

Aonde estão os sonhos?

Aonde estão os sonhos?
Phelipe Fabres
O continuísmo ainda persiste: acordar, sair, comer, estudar, comer,
estudar, trabalhar, dormir, acordar! Tudo junto, misturado, e ainda
por cima ainda bem cansativo. As roupas, a aparência, os gestos também
estão no mesmo curso de antes. Onde está a dúvida? o medo de não mais
ser quisto? A solidão em noites de tormentas agora dá lugar as
alegrias da companhia de outra pessoa; algo que por muito tempo pude
ter, mas nunca dessa forma nunca nessa intensidade.
Nem só de amor vive o homem!Mas esse sentimento nos faz sentir o que
está ao redor muito mais do que antes, isso sem que ao menos muitas
vezes nós percebamos que estamos assim. Mas é dai que nascem os
sonhos? não há outra motivação? Talvez não seja tão simples assim
senão bastaria um amor para que todos fossemos empreendedores de
viver! Em uma sociedade carente de ídolos nós apenas buscamos
espelhos: no dia-a-dia(casa, trabalho, meio), no entretenimento (tv,
filmes, musica, esportes).
A comoção e por que não a adoração por alguns desses estereótipos de
nosso cotidiano me faz crer que somos ao mesmo tempo o povo mais
alegre quando vemos um vilão cruel (mesmo que maniqueísta!) sendo
escraçhado no horário nobre; ou quando falamos com o maior orgulho que
nosso filho caminhou sem a nossa ajuda. Tudo muito lindo se no meio
disso não ficássemos de braços cruzados para as constantes humilhações
implícitas que sofremos políticas e socialmente simplesmente por
sempre aceitarmos e julgarmos mas nunca agirmos: da euforia a lama,
estamos deprimidos!
Um estado obtuso, introspectivo que somente sai do escafandro quando
lhe é jorrado uma dose de euforia que com ela gera uma esperança para
assim sonharmos novamente e seguirmos ciclicamente repetindo esse
caminho até o fim de nossas vidas, bem repetitivo, bem confortável.
Lembramos da euforia, sorrimos sobre as conquistas proibidas e nos
esquecemos da mudança.
Mas então seria o amor talvez a única forma de se sonhar?Talvez!Ele
exige uma capacidade de ceder para com o outro ,ou seja, ele pode
mudar alguém por simplesmente exigir que esse alguém veja pra dentro
dele mesmo se o que se sucede está correto, justifica seu sentimento.
Andando por seus subterfúgios agora consigo esquecer um pouco minha
"depressão", pois talvez existam outras maneiras de sonhar e viajar
pelos anseios da vida.......só ainda não achei uma estrada tão
colorida!

Trabalho e prazer


Trabalho e prazer
No curso de Especialização em Gestão Publica, na disciplina ÉTICA E RESPONSABILIDADE PÚBLICA ministrada pelo prof. Neri P. Carneiro, uma das atividades era desenvolver um comentário sobre o mundo do trabalho. Um dos resultados dessa atividade foi o acróstico seguinte, elaborado pelos estudantes:
Jackson Eduardo Nogara
Vânia Regina da Silva
Marcio Alexandre Olive de Moraes
Sandra Telma Leite


Tesão pelo que gosta de fazer
Responsabilidade pelos seus atos
Atenção ao executar uma atividade
Busca de algo melhor
Adaptação a diferentes ambientes
Liberdade de escolha
Humildade ao assumir os erros
Otimista por melhorias

Exaustivo

Postura de profissional
Realizado
Autentico
Zelo por suas conquistas
Esperança
Reconhecimento do trabalho.

29/01/2009

O VALE


O VALE

Phelipe Fabres phelipefabres@gmail.com

Em um vale com campos esverdeados , árvores de ipês floridos e rosas
que se espalham por todos os lados em foras unilaterais e desconexas.
Ali apenas o vento sopra por caras, cabelos, mãos, corpos e estes por
sua vez estão andando pois nessa ora o caminhar através do vento,
contra ele, não traz desordem, luta ou dor, traz apenas a sensação, o
cheiro de que esse talvez seja o caminho certo.
Seria essa a diretriz? O caminho em direção contraria? O que seria
agora a alegria? Nós trocamos de lado, mas as duvidas sempre persistem.
A solidão sempre traz momentos reflexivos que por muitas vezes nos
tornam mais sentimentais, mais sensíveis, e principalmente mais
críticos e expostos quanto aos nossos sentimentos. No entanto em vez
de classificá-la como um ultraje a depressão ela deveria ser livre
dessas idiossincrasias: tudo depende da vontade daquele que sente!
Por mais que sempre queremos acreditar que o que rege nossa vida é o
acaso ou a plenitude dos fatos o que realmente define nosso leque de
possibilidades são nossas escolhas. Esses marcos, em nossa caminhada
enquanto seres humanos, definem todas as linhas, os leques de
possibilidades de nossos caminhos. Aí que os momentos conosco mesmos
podem nos ajudar a termos o melhor caminhar pela linha da vida
possível: o auto-conhecimento gera o verdadeiro EU de cada um! Então
assim: "Eu não vou mudar não/Eu vou ficar são/Mesmo se for só não vou
ceder/Deus vai dar aval sim/O mal vai ter fim/E no final assim
calado/Eu sei que vou ser coroado rei de mim."
Rei! O nobre que comanda uma sociedade. Mas o quanto você é rei da mais
complexa integração de seres, você mesmo, é o que talvez definiria o
quanto durante sua vida você poderá caminhar por estradas mais macias,
felizes. Talvez assim sendo coroado possa eu relembrar não do frio, do
vazio, do silêncio amargo dos "outros", mas sim de que a partir dali
eu comecei a "gostar" mais de tudo que sempre tive e nunca percebi: a
felicidade!

25/01/2009

Hostil


Hostil
Phelipe Fabres phelipefabres@gmail.com
Toca alto o som, são as trombetas? Não! É o despertador! Eis que mais um
dia surge em meio a tantos outros, mas hoje o som está mais agudo,
forte e carregado de emoção. Até meu acordar tudo mudou. Pessoas não
pensam mais como 24 horas antes. O que parece é que uma profecia tinha
acabado de se cumprir, o novo Messias acabara de retornar triunfante
com suas asas de nostalgia, seu olhar emanando tenacidade, e assim
nascia uma anjo.......negro!
Por que a euforia? Obama o Enviado? Um misero dia e anos de
anti-americanismo se esfacelaram perante uma lenda: a do unificador de
almas! 250 anos de racismo caíram em uma campanha graças a um povo que
atualmente perdeu seu mais precioso bem, sua identidade.
Sempre taxados de hipócritas, os gringos nada mais eram do que
extremamente auto-confiantes. Tudo em sua nação funcionava e bem,
essa base de que o sistema por eles mantido era melhor de que todos os
outros trazia a boçalidade por nós, os outros, tanto comentada e
criticada. Ai veio a pedra, o louco que disse: "Voltem para o
chão! Somos iguais a vocês"! Boom! Duas torres, milhares de mortos e
principalmente uma identidade jogada no limbo, agora eles respiravam
nosso famigerado ar. E pelos outros lados um sentimento de dor e de
alegria se misturava acentuando a tênue linha que separa o amor do
ódio.
Mas a emoção de ver aquele homem em meio a 250 mil pessoas não só me
fez chorar, mas também enxergar que ali se encontra nada mais que um
RockStar da política que percorreu um caminho de redenção, luta , e
muitas dificuldades: bem Hollywood! O que eu vejo é um grande jogador
de palavras, alguém que com um olhar mostra todo o seu caráter, a sua
luta em torno de conseguir ser um cidadão. Toda a história sempre
esteve contra ele, isso que ele passa: "Yes, we can!(Sim, nós
podemos!)". E o mundo pode e quer de volta o seu regente, simplesmente
por que ele, por mais de um século, é quem dita as regras, é quem move a
engrenagem para a máquina funcionar. Simples. Nosso Padrinho voltou!
Como um legítimo Corleone, o Tio Sam deixa todos os seus apadrinhados
agirem como bem entenderem, desde que sigam suas premissas. Bate com
uma mão e afaga o ego com a outra, mas também segue de modelo para que
quando ele sucumbir o próximo siga o mesmo caminho. Por isso que queremos
sua volta, pois sua queda não foi total e assim a cadeira de "chefe"
da "máfia" das relações internacionais ainda está preenchida.
Eles me venderam um mágico, assim como comprei um nacional a quatro
anos. "A mudança chegou!", ambos falaram. Mas no tupiniquim faltou a
mágica de transformar todos os sonhos em realidades, todas as promessas
em concretizações. Mas aqui o fracasso é histórico (infelizmente).
Todos só tem esperança, sem mágica ainda. Mas é bom que ele esteja
bem treinado em concretizar como estava em prometer senão, "O mundo
inteiro é hostil!"

Crônica de uma crônica em uma crônica!‏

Crônica de uma crônica em uma crônica!‏
Phelipe Fabres - phelipefabres@gmail.com

E tudo começa novamente! Um grande circulo, que por vezes penso ser
sincronizado, com pontos marcados minuciosamente posicionados para que
apenas a perfeição do "passar de estágio" possa ser observada. E tem
um som! Seco e eficaz como um grito que pode ou não extravasar os
melhores ou maiores pormenores desse que apenas é o tempo da vida, que
bate, que toca, que conta, mas que sempre vai e sempre volta para de
onde ele nunca saiu: de nós mesmos!
Não é raro: é invisível! O ciclo depende daquele que o sente, essa
eterna gangorra de altos e baixos com um singelo toque de melancolia é
que me deixa capcioso, inquieto e por vezes confuso. Qual será o meu
ciclo? O que está por vir na próxima página? Onde fica essa fonte de
inesgotável entusiasmo e relevância que nominamos novidade? É nela:
uma variável!
Pode parecer coisa de "nerd", mas a variável sempre muda tudo: seja um
amor que surge e deixa a vida sem mais arestas apenas continuísmo;
talvez uma reconciliação de amigos, irmão familiares que permite a
reflexão no por que de sempre termos dificuldade de controlarmos nosso
próprio ego; ou quem sabe o retorno dos ausentes, dos que se foram
seja na lembrança, presença ou na dor de uma ferida que nunca
cicatrizou de verdade. Depois desses momentos sempre há um recomeço,
podendo ser trágico, eufórico, mas com certeza moldado com muita
vontade e constatação de que esse é o mais importante de toda a nossa
existência.
"Só eu sei/Nos mares por onde andei/Devagar/Dedicou-se mais/O acaso a
se esconder/E agora o amanhã, cadê?", ta aqui na frente reluzindo.
Essa é a frase poesia de baixo ciclo, de destempero. Daí: "Eu quis te
convencer, mas chega de insistir/Caberá ao nosso amor o que há de
vir/Pode ser a eternidade má/Caminho em frente pra sentir saudade",
vem luz do sofrimento que sempre traz a verdade: somos feitos pra
suportar essa variação destemperada, pois nós acrescentamos o "molho"
que dá o gosto de nossa existência.
Somente de sons então seguimos, musicas que começam e terminam. De
repente uma animada, no outro uma triste, mas sempre todas verdadeiras
obras primas compostas pelo senhor de sua existência: você! E
repete-se até que uma hora ela não fará mais nenhuma diferença, pois
o que era novo se torna senso comum, ai é o momento em que ela se torna
diferente, fala outra língua e assim segue sem começo, meio ou fim
apenas uma disco em uma vitrola esperando a única coisa que pode
determinar sua partida: o tempo que é aliado se tornar mais um vilão,
eis um contraste da vida!

29/09/2008

A TERRA PEDE SOCORRO


Um dos trabalhos da III Conferencia Escolar do Meio Ambiente, realizada na Escola Maria C. Lira, de Rolim de Moura-RO, foi esta música composta pelas alunas:
GISELE TRANSPADINI DE SOUZA;
MICELLI GROHALLSKI;
TATIANE OLIVEIRA DO CARMO.
As três garotas nos convidam a olhar com mais atenção para os problemas ecológicos e a tomar uma posição. Dizem elas, diante dos problemas decorrentes do efeito estufa, aquecimento global, caos ambiental, que é imprescindível tomarmos uma posição: “Se a gente preservar, a terra vai mudar; os pássaros vão voar e a terra vamos salvar”
Vale a pena acompanhar a sensibilidade juvenil e o convite para que façamos uma corrente em defesa do Planeta.

A TERRA PEDE SOCORRO

Agente vê a natureza
Vê passarinhos no Ar
Se cortarmos todas as arvores,
Onde é que eles vão morar.
Os bichinhos estão morrendo
Por causa do desmatamento,
E toda terra esta sofrendo
Com que vem acontecendo.

Refrão: Se a gente preservar
A terra vai mudar
Os pássaros vão voar
E a terra vamos salvar.

A gente vê os esgotos
Lixos jogados no chão
Se cuidarmos da nossa terra
Vamos acabar com a poluição.
Vamos lutar pela terra
Para tudo acabar
Chega de tempestades
O planeta vai mudar.

Refrão: se a gente preservar
A terra vai mudar
Os pássaros vão voar
E a terra vamos salvar.

Gisele Transpadini de Souza;
Micelli Grohallski;
Tatiane Oliveira do Carmo

28/09/2008

ÉTICA e degradação humana

Os textos que seguem são resultado de algumas aulas de ÉTICA PROFISSIONAL, com alunos de Administração de Empresas da FAP-Faculdade de Pimenta Bueno-RO.
Após algumas aulas e discussões, leituras de textos e audição de algumas músicas os alunos foram desafiados a dar sua opinião a respeito da degradação humana produzida pela sociedade atual.
O mote para a discussão e produção dos textos foi a música: Dança dos desempregados, de Gabriel, o Pensador


RESPEITO AO SER HUMANO

E sem o seu trabalho o homem não tem honra
E sem a sua honra, se mata se morre.
Não da pra ser feliz, não dá pra ser feliz... (FAGNER)

A dança do desempregado de autoria e interpretação do Gabriel Pensador, cantador e compositor de rap da melhor qualidade, descreve uma situação, que começa com a perda do emprego e termina com a perda da dignidade. Isso prova a tese de Fagner na letra da musica acima, que sem trabalho o homem não tem honra e não dá pra ser feliz.
O ser humano é um ser criativo, produtivo e social, ele só vive bem, criando, produzindo e se relacionando. Ao ser demitido, levar um “pé na bunda” ou perder o emprego é como perder o referencial. O desemprego afeta as relações sociais, com os familiares, com os colegas, com o mundo. O Professor Lair Ribeiro em uma de suas palestras em Pimenta Bueno disse que, qualquer pessoa ao iniciar um diálogo com um desconhecido, em menos de um minuto de conversa, ela já indaga sobre a ocupação daquela pessoa; o que você faz? Onde você trabalha? Na verdade, as pessoas são reconhecidas e lembradas pelo que fazem. É por esta razão que Fagner afirmara em sua música, que sem o seu trabalho o homem não tem honra e sem a sua honra o homem é capaz de tudo, menos de ser feliz.
Gabriel Pensador traduz esta visão de forma simples e detalhada em sua canção A DANÇA DO DESEMPREGADO. O vocabulário empregado não deixa dúvidas: “rodar bolsinha”, levar “pé na bunda”, “ir pro olho da rua”, contrabandear e prostituir, são saídas nem sempre honrosas para um trabalhador do mercado informal e para quem se acostumou levar a vida de forma ética e correta. Ao afirmar que “quem ainda não dançou ta na hora de aprender” e que o próximo “dançarino pode ser você”, ele revela a instabilidade do mercado de trabalho em 1.997 ano em que foi lançado o CD quebra cabeça. O País vivia o inicio da experiência do Plano Real e a economia estava estagnada e sem perspectiva de crescimento, o desemprego batia recordes e o poder de compra estava reduzido. A oferta de vagas no mercado formal de trabalho nem se fala.
Num “seminário com o titulo: “Passos Práticos para a Construção da Paz” realizado em Brasília em 13 de Novembro de 2001, a UNSESCO deixa claro uma questão sobre a violência e a degradação humana: “hoje, o desafio não consiste mais em frear apenas as guerras e seus horrores, mas a violência, em todas suas formas. - em casa, no trabalho, na comunidade, entre os indivíduos e entre os países – que mina as bases do desenvolvimento humano”.
EUGENIO BORTOLON do MP de Porto Alegre ao deparar com a população de rua de sua cidade afirma estarrecido: “a degradação humana atingiu um nível perigoso”. A constatação de um grande número de pessoas de todas as idades dormindo amontoadas e fazendo suas necessidades fisiológicas na rua chocou não apenas por elas estarem ali, mas pela forma como a elite, “civilizada” os encara.
Segundo ele, a degradação humana é tamanha entre os ditos humanos que, a poucos dias no site You Tube e, posteriormente, pela mídia tradicional, algumas pessoas se estarreceram com declarações de artistas, diretores de televisão e pessoas da alta sociedade do Rio, que afirmavam se divertir jogando coisas pelas janelas. Ovos podres, flores velhas e outros objetos, só para se regozijar e olhar soberanamente do alto de prédios chiques as iradas pessoas lá de baixo gritando palavrões ao serem atingidas.
Alguém chegou a dizer que jogava ovos podres - apodrecidos com requinte e preparados quimicamente - nos vagabundos e vagabundas do mundo, como se a ele fosse dado o dom de distinguir quem pertence ou não a este 'grupo' humano de desgarrados. Será que estes degradados seres humanos, artistas do tiro ao alvo, são melhores ou mais cidadãos do que aqueles que dormem e fazem todas as suas “higienes” nas ruas? Essa questão é fácil de ser respondida disse ele. Sem dúvida, eles, os jogadores de ovos podres e outros objetos mais do alto dos seus mundinhos, são muito mais pobres. Muito mais pobres mesmo, infinitamente mais pobres. A eles não foi dado o dom de serem sequer humanos, completou indignado o Sr. BORTOLON
O ser humano é essencialmente criativo, produtivo e social. Alçá-lo a qualquer outra situação que não, a de criar, produzir e se relacionar, é negar-lhe a própria condição de ser humano, é impedir a sua felicidade.

“O homem se humilha se castram seu sonho. Seu sonho é sua vida e a vida é trabalho. E sem o seu trabalho, um homem não tem honra e sem a sua honra se mata, se morre. Não da pra ser feliz, não da pra ser feliz...”

Acadêmicos do 4º período de Administração - FAP
Joaquim Lopes Louredo
Matilde Teixeira da silva
Marcilei Borges dos Santos


COMO RESPEITAR O SER HUMANO?

Nós acreditamos que para o ser humano ser mais respeitado, com o seu direito de ir vir, independentemente da forma que o faça, nós precisamos encontrar alguma forma, e isto sim passa por nós acadêmicos, além de passar primeiramente pelas mãos dos gestores públicos, uma forma de garantir serviços básicos a uma sociedade cada vez mais carente e sem rumo.
Porque os líderes de algumas nações do planeta não se preocupam em garantir um meio para que suas populações tenham uma forma igualitária e digna para manter-se vivos e assim garantir sua existência?
Nos últimos anos tivemos mostra do que o “poder” nas mãos de pessoas sem capacidade nenhuma para ocupar os respectivos cargos, nos vimos civilizações serem praticamente dizimadas em guerras ou muitos outros casos de desrespeito ao ser humano.
Acreditamos que um líder de verdade, procura guiar seu povo na busca de dias melhores e não atender seus próprios interesses utilizando a desculpa que esta fazendo tais atitudes pela vontade e bem do povo.
Cabe a nós cobramos que para sermos respeitados por nossos gestores públicos; para que eles nos garantam uma vida digna com serviços básicos sendo postos a nossa disposição com um nível de qualidade alta, pois para isso pagamos impostos. Mas também temos que ficar cientes que se nós não reclamarmos por nossos diretos não estaremos usando nosso poder de cidadão .
Para que se cumpra aquilo que fora prometido, cabe ao eleitor cobrar de seus representantes; que sua participação não passe em branco. É preciso que se cobre melhorias no bairro, a cidade e enfim, como estamos em época de eleições e importante analisar a competência, histórico escolar e o passado dos candidatos, para que a escolha não se tornar um prejuízo para as demais pessoas do seu município.

acadêmicos:
Jordan Marinnho - 2º Periodo de Administração
Lucas de Paula Paiva - 1º Periodo de Sistemas de Informação
Carlos Augusto Fabri Santana - 4º Periodo de Administração

21/05/2008

BELEZA PÕE MESA OU NÃO?

(Pedro Muniz)

Quando Deus criou o homem
Viu-lhe naquela aflição
Viu também necessidade
De acalmar-lhe o coração
E perguntou-lhe porém
Me diz que diabo tem
Que não sossega Adão?

Ele respondeu, não sei
Sinto um aperto danado
Machucando o coração
Como se fosse arrancá-lo
Deus disse: é brincadeira!
E fez uma companheira
Para poder acalmá-lo

Vai dormir, para acalmar-te
Que eu vou ver o que faço
Quando acordou ele estava
Com dor debaixo do braço
Deus arrancou-lhe a costela
E fez uma mulher bela
Da cabeça até embaixo

Mas Adão ainda não tinha
Na vida muita malícia
Ficou só a apreciar
Do paraíso a delícia
Só descobriu o amor
Quando Eva o agarrou
E lhe fez uma carícia

Até hoje nós pagamos
Pelo “erro” de Adão
Por ele não ter controle
Sobre o próprio coração
Padecemos até morrer
Sem ter a quem recorrer
Morremos sem salvação

Mas Eva era bonita e,
Afinal só tinha ela
E Adão tinha direito
Pois era sua costela
Fez o que fez porque quis
Querendo ele ser feliz
Nos meteu numa esparrela

Mesmo assim somos felizes
Pois podemos escolher
Tem tanta mulher no mundo
Que um dia quando eu morrer
Meu nome está no caderno
Do comandante do inferno
Não tenho pr’onde correr

Pra pegar mulher bonita
Exige todo um ensaio
Você fica meio longe
Olhando só de soslaio
Que é para não ter surpresa
Perdendo assim sua presa
Por causa de um “atrapaio”

A feia é só chegar
Não precisa encenação
Agarra ela pelo braço
Derruba ela no chão
Diz vou tirar meu atraso
“pegar” você depois “vazo”
Me diga se quer ou não

Pra encurtar a história
Eu vou ao “x” da questão
Responder sobre a beleza
Se ela põe mesa ou não
Isso não me aperreia
Se eu “pegar” mulher feia
É pra não ficar “na mão”

Esse questionamento
Me trás alguma tristeza
Exige muito cuidado
E bastante sutileza
E pra não magoar ninguém
Todas elas sempre têm
No fundo alguma beleza.

Pedro Muniz
Acadêmico de Letras
FAP – Pimenta Bueno - RO

14/04/2008

Apreciação sobre o Coçar

Apreciação sobre o Coçar
Everaldo L. Santana - Filósofo
Certa vez, o filósofo francês Montaigne sobre o coçar comentou: "coçar é uma das mais doces recompensas da natureza e a mais à mão". Será que Montaigne tem razão ao chamar o coçar de doce? O que é esse coçar que fez o filósofo se expressar dessa forma?
Há, de certo modo, uma razão no que Montaigne disse. Vamos a ela.
A razão de Montaigne está no fato de que a palavra coçar se deriva do latim "coctiare" que possui estes significados: cozinhar, preparar ao fogo, queimar, agitar. Em grego, o coçar se traduz pela palavra "knizo" que apresenta estes sentidos: inflamar, excitar. Daí se entende que o ato de coçar expressa uma agitação seguida de uma excitação. Essa agitação e excitação ocorrem em função dos nervos, só há coceira onde existe terminação nervosa, portanto, nem as unhas nem os cabelos coçam, pois neles não existem nervos.
Como foi dito acima, do ato de coçar participa a excitação e nela também se inclui o prazer, pois coçar é um ato prazeroso enquanto "doce", como disse Montaigne. O coçar é tão prazeroso e sublime que levou o rei da Inglaterra Jaime I a afirmar: "Ninguém além dos reis e príncipes deveria ter comichão porque a sensação de coçar é sublime". E há um provérbio antigo que diz: "melhor que fortuna é coçar onde precisa". O escritor Montagu cita um personagem Thomas Carlyle que fala: "o auge da felicidade humana é coçar onde precisa". Outro provérbio antigo diz: "você coça as minhas costas que eu coço as suas". Eis aí fatos de como a coceira participa intensamente da vida humana a ponto de ela exprimir um modo de comportamento que reflete a maneira de pensar coletiva e individual. Coletiva enquanto social representado pelos provérbios; individual enquanto opinião particular, subjetiva.
Não se vá pensar que apenas o ser humano sente e explicita o fenômeno do coçar. Os animais, sejam eles silvícolas ou domésticos reagem, em forma de coceira, quando os insetos e as intempéries excitam suas terminações nervosas. Dessa forma, animais e humanos experimentam o mesmo fenômeno, porém guardando as devidas proporções.
Além dessas referências, o dramaturgo inglês William Shakespeare produz uma conexão entre coçar e opinar, eis aí : "what's the matter, you dissentious rogues, that, rubling poor itch of your opinion, make yourselves scabs?" (o que há, patífes arruaceiros, que esfregando a pobre coceira de suas opiniões, conseguem formar cascas?).
Tendo ainda o evento coçar como elemento em baila, o escritor Montagu apresenta duas outras citações: a de Samuel Butler e a de Ogden Nash. Ei-las: Samuel Butler: "...he could seruples dark and nice, and after solve in a trice, as if divinity had catch'd the itch on purpose to be scratched". (...ele conseguia criar escrúpulos nefandos e ou doces, depois resolvê-los num átimo, como se a divindade tivesse contraído sarna com a finalidade de ser coçada). Ogden Nash: "one bliss of which there is no match is when you itch to up and scratch". (uma bênção para qual não há igual é quando a gente sente um comichão dos pés à cabeça e se coça todo então).
Essas três pontuações em torno do prurido (do coçar) não ficam apenas no âmbito prosaico. Em épocas remotas, ou seja, em tempos nos quais as sociedades mais antigas e de caráter religioso, o controle sobre as reações do corpo era uma prova de elevação espiritual, de modo que quando alguma parte do corpo coçava, o religioso não fazia nenhum esboço que indicasse intenção de coçar a referida parte corporal. Esse ato era praticado por monges orientais em seus momentos de meditação. Controle total sobre o corpo implicava em ignorar qualquer ação externa. A imobilidade em estado de concentração não admite coceira, a qual provocaria a desconcentração. Ignorar o externo. Eis o lema dos monges.
Finalmente, o ato de coçar é particular e intransferível, entretanto controlável. Houve época em que escravos brancos e negros eram proibidos de se coçarem enquanto serviam a seus algozes. Visto assim, até a coceira é, de certa maneira, manipulada.